O labirinto da mente, uma viagem ao subconsciente

A viagem ao auto-conhecimento é a viagem mais perigosa que alguém pode fazer, aquele que descobre seu verdadeiro eu, livre de egos, nunca mais será a mesma pessoa.



Quando você entra, as portas se fecham, você se vê perdido e a única saída é a luz que há no fim do túnel. No caso, o túnel somos nós.
E que túnel escuro é os aspectos longínquos da nossa mente.
Fazer uma viagem nas profundezas da mente é perigoso.
Demanda coragem e desapego.
É como o alpinista que se arrisca no gelo, sem saber se terá ar suficiente para ir até o cume da montanha e voltar.
Ou quem se aventura a nadar no mar e passar a arrebentação das ondas para se entregar à imensidão do oceano, para depois retornar à segurança da terra, da areia.
Quem sabe ainda, sobre aquele que imerge numa gruta escura?
Perdido nos confins da Terra, o camarada viaja nos confins de si mesmo.


O fato é que o vazio e a escuridão total são as metáforas do espelho, do cristal.
Mergulhadas na escuridão, as pessoas humanas deparam-se consigo mesmas.
Nessas entidades potencialmente míticas, não existe mal em si; elas apenas se projetam como possibilidades do quê um ser vê em si mesmo.

Para uma mente muito racional, baseada em artifícios filosóficos e morais muito definidos, adentrar na sua escuridão pode ser nocivo e enlouquecedor, se essa mente não se dispuser a desacreditar de tais verdades.
Esse mito não se cansa de ser reproduzido na literatura e no cinema. Cito dois exemplos cinematográficos:
Em Guerra nas Estrelas: O Império Contra-ataca, mestre Yoda sugere que Luke entre numa floresta escura, e diz que é inútil levar seu sabre de luz.
Lá, Luke encontra seu maior medo: Darth Vader, e óbvio, no momento ele não estava preparado para enfrentá-lo.


Ou, por exemplo, em Senhor dos Anéis, Gandalf é sugado para escuridão pelo chicote do Balrog, um demônio das profundezas da Terra.
Gandalf tinha medo de ir na passagem das Minas Tirith, pois lá, nas profundezas, no fim da terra ele sabia, intuitivamente que se depararia com seu maior medo. Depois de passar pelas profundezas da terra, e enfrentar seus medos mais profundos, é que Gandalf renasce branco, puro.



Quando se parte nunca se volta, não como se era antes.
Indo para lugares distantes, fugindo do conforto do lar, abre-se a oportunidade de viver experiências que nosos Eu da cidade natal não viveria.
Estamos expostos a decepções, medos, Cidade grande, cidade pequena,
Ilusões perdidas.
Há um quadro de Kasimir Malevitch muito profundo.
É "O quadrado negro, o quadrado branco".
Consiste basicamente em dois quadrados, um negro, e outro, envolvendo o Um, branco.
O branco envolto ao preto faz o olhar ser focado totalmente no preto. O preto nos puxa, suga, convida. Mergulhar nesse quadro, no negro, no escuro, é um mergulho em si mesmo.



Busquem o auto-conhecimento, aventurem-se nos labirintos de vossa mente...........será a jornada mais inesquecível já percorrida; e no final só sobrará uma pessoa totalmente evoluída ou um vazio, um ser oco com o ego despedaçado ao enfrentar tal desafio.



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